Ajuste na definição da altura da barra de fundação

Escrito em 21/05/2015, por Edvanio Pacheco Teixeira / 54 Comentários | Categoria: Novos recursos | Tags: ,

A altura da barra de fundação tem como objetivo representar o “arranque” da fundação no modelo de análise da estrutura. Na nova atualização do Eberick (2015-05) foi adicionado uma opção para definição da altura da barra visando facilitar o uso do comando e manter compatibilizado o modelo de análise com o detalhamento do arranque da fundação.

Na janela de propriedades da fundação foi criado uma opção que permite escolher a definição da barra como automática ou fixa, sendo que a opção “Fixo” permite ao usuário definir manualmente a altura da barra, mesmo comportamento das versões anteriores do programa. Na opção “Auto” a altura da barra é calculada em função da altura de arranque (ha) para fundações do tipo bloco ou da profundidade (df) para sapatas. Essas informações passam a estar agora na janela de propriedades da fundação e devem ser informadas no momento do lançamento do elemento de fundação.

Figura 01 – Janela de propriedades da fundação

Figura 01 – Janela de propriedades da fundação

A opção “Auto” calcula a altura da barra conforme os critérios apresentados abaixo:

Bloco sobre estacas ou tubulões:

Altura da barra = Altura do arranque (ha) + mínimo (0,3.h; hmín)

Onde:

0,3.h = Corresponde ao eixo normal do elemento (item 14.6.2.1 da NBR 6118:2014);

h = maior dimensão do pilar

hmín = altura útil mínima do bloco, definida em “Configurações – Dimensionamento – Blocos”

Figura 02 – Altura da barra calculada automaticamente para o arranque do bloco de fundação na atualização 2015-05.

Figura 02 – Altura da barra definida automaticamente para o arranque do bloco de fundação na atualização 2015-05.

Sapata:

Altura da barra = Profundidade (df)

Figura 03 – Altura da barra calculada automaticamente para o arranque da sapata na atualização 2015-05.

Figura 03 – Altura da barra definida automaticamente para o arranque da sapata na atualização 2015-05.


  1. ENPREL disse:

    Acabei de baixar a nova versão do V9 next e fiz o teste do comprimento automático das barras de fundação. Achei excelente esse recurso. No meu teste fiz uma simulação de blocos com profundidades diferentes, ou seja, com valores de ha diferentes, editados após o processamento da estrutura, e hb fixo. O que ocorreu? O programa corrigiu todos os valores das barras de fundação (ha+hb-cobrimento da estaca)automaticamente. Isso vai nos poupar um trabalho enorme na definição das fundações em blocos, quando a profundidade das mesmas for variável. Parabéns a toda a equipe de desenvolvimento.

    • Moderador Blog Eberick disse:

      Enprel, bom dia

      Agradecemos pelo feedback. O intuito do recurso é exatamente facilitar na definição da altura barra de fundação.

  2. DIONISIO disse:

    As postagens do Roger são de extrema importância e deveriam, em meu humilde entendimento, serem tratadas de forma urgente pela AltoQi.

    • ROGER disse:

      Grato, Dionisio, entendo que apenas criar um sistema automático de definição da altura da barra não corrige os problemas de esforços irreais nas fundações que o Eberick cria.

  3. ROBERTO disse:

    Bom dia a todos!

    Sou usuário do eberick há aproximadamente quinze anos (detalhe: Calculo há 35 anos). Embora as melhorias foram muitas,o programa ainda peca bastante com a falta de algumas coisas objetivas as quais já falei em ocasiões passadas há alguns anos, mas parece que não adianta. Vou dar exemplos importantes: VIGAS DE EQUILÍBRIO, TIPO ALAVANCA; CORREÇÃO DO CÁLCULO DA SAPATAS ASSOCIADAS (O método das bielas neste caso não é o mais indicado, inviabilizando o cálculo), correção no cálculo de vigas T (pois para os momentos negativos deve-se colocar 40 a 80% da armadura na laje, conf. Leonhardt & Moning – Construções de concreto).

    Convém notar que as vigas de equilíbrio tipo alavancas são muito mais econômicas do que o eberick nos obriga a projetar, que é o de vigas balanceadas, ou seja com o pilar nascendo na ponta da viga. Isto porque a sapata tem que ser recuada da divisa e geralmente esta tem grandes dimensões e o balanço da viga também será grande, gerando assim, grandes esforços sobre a viga. Este fato nos obriga por vezes a calcular manualmente e corrigir o detalhe gerado pelo eberick, perdendo um tempo enorme, além do modelo, no computador, não ficar condizente com a realidade.

    Quanto as “vigas T” 40 a 80% da armação negativa deve ser distribuída na laje colaborante na extensão de bw+2×0,25bf, sendo que na largura da alma deve-se ter pelo menos duas barras longitudinais espaçadas não mais que 20 cm. Esta disposição de barras é muito importante pois obtém-se maior braço de alavanca para os esforços internos, comprimentos de ancoragem mais curtos, menores tensões de aderência e maior folga para o vibrador. Além disso as fissuras ficam mais espalhadas e com aberturas menores,e, várias vigas que não “passam” no cálculo atualmente, passariam e com grande economia.

    Quanto as sapatas associadas, sem vigas de rigidez, o método das bielas não é apropriado neste caso. Pois devido a inclinação, das mesmas, a altura calculada fica exagerada e inviável. Melhor seria calcular pelo método dos momentos, baseados no comprimento dos balanços em relação ao pilar e verificar o cisalhamento. Por exemplo uma sapata de elevador, bastaria calcular o momento do balanço da sapata e calcular sua altura normalmente, como uma laje, e fazer as verificações necessárias. Ver a figura anexa.

    Outro ponto que merece importância, e ainda não abordado, é da possibilidade do programa calcular blocos sobre estacas com espaçamentos diferentes, entre estacas. Explico melhor: Normalmente na execução da obra as estacas “correm” para os lados, provocando uma excentricidade não prevista nos blocos e daí as empresas construtoras nos enviam as medições, feitas na obra, para verificarmos e caso necessário recalcularmos estes blocos de coroamento. Este cálculo apesar de simples é bastante trabalhoso, e requer o recálculo (manual) de vários blocos (por exemplo: vinte ou trinta). Vejam só trabalho! O programa não poderia fazer isto para nós?

    Finalmente ressalto que a maioria destes recursos existem em programas concorrentes há tempos, e, neste caso estamos em desvantagem com relação a produtividade. Considero que com as implementações sugeridas acima, o eberick ficaria muito mais prático e objetivo. E acredito que é isto que nós usuários queremos, não é verdade?
    Um grande abraço a todos.
    Roberto Manoel – RJ.

    • ROGER disse:

      Roberto, esse seu post devia ser emoldurado pelos nossos amigos do desenvolvimento do Eberick e colocado na porta de entrada do escritório. Muito bem escrito e muito sóbrio.

      Incluo a necessidade do Eberick utilizar o baricentro das cargas no lugar do centro de gravidade de pilares associados em blocos e sapatas. As excentricidades do modelo de fundações associadas do Eberick são estratosféricas! Para dizer a verdade, eu preferia que a posição do bloco ou sapata associada fosse manual em lugar de automático.

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Novo artigo publicado: Critérios de dimensionamento dos aparelhos de apoio

Escrito em 14/09/2015

Foi publicado em nossa base de conhecimento um novo artigo sobre os critérios utilizados pelo Eberick no dimensionamento do aparelho de apoio.

Título: “Critérios de dimensionamento dos aparelhos de apoio”

Assunto: Nos projetos de estruturas pré-moldadas realizados no Eberick, para a transmissão de esforços entre viga/pilar são utilizados aparelhos de apoio simples de elastômero. Tais apoios promovem uma distribuição mais uniforme das tensões de contato nas ligações entre os elementos de concreto, além de permitir movimentos de translação e rotação entre as peças estruturais. Este artigo apresenta os critérios de dimensionamento dos aparelhos de apoio simples como almofadas de elastômero, descritos no tópico 7.2.1.6 e no Anexo A da NBR 9062:2006.

Para ler o artigo acesse: Critérios de dimensionamento dos aparelhos de apoio

Acesse também nossa base de conhecimento e confira outros artigos: www.altoqi.com.br/faq

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Novo artigo publicado: Como criar uma região de traspasse numa armadura?

Escrito em 09/09/2015

Foi publicado em nossa base de conhecimento um novo artigo sobre criação de regiões de traspasse numa armadura.

Título: “Como criar uma região de traspasse numa armadura?”,

Assunto: A emenda por traspasse tem por finalidade garantir a transferência de esforços de tração entre barras. É possível através do QiEditor de armaduras definir regiões de traspasse em qualquer posição desejada de um elemento (como uma viga por exemplo), o que pode ser feito através do comando “Dividir barra”.

Para ler o artigo acesse: Como criar uma região de traspasse numa armadura?

Acesse também nossa base de conhecimento e confira outros artigos: www.altoqi.com.br/faq

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Liberada a revisão 2015-08 do QiBuilder

Escrito em 31/08/2015

Liberada a revisão 2015-08 do QiBuilder

Nesta versão, foi incluído o primeiro Módulo à plataforma do QiBuilder, o Exportador IFC. Através dele, pode-se fazer a exportação do modelo geométrico da Edificação lançada para um arquivo em padrão IFC, permitindo sua importação em outros aplicativos alinhados à proposta BIM. No QiSPDA, foi incluída a opção de dimensionar o projeto de acordo com as prescrições da nova norma NBR 5419:2015. Além disso, foram corrigidos mais alguns problemas reportados pelos usuários das versões anteriores, priorizando a estabilidade e a usabilidade do programa, e iniciada uma nova rodada de investimento em melhorias de performance do programa.

Esta versão também marca o lançamento do QiBuilder Acadêmico, uma versão do QiBuilder destinada à livre distribuição para os estudantes de instituições de ensino conveniadas com a AltoQi.

Mais informações no Blog QiBuilder.

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Liberada a revisão 2015-07 do QiBuilder

Escrito em 22/07/2015

Liberada a revisão 2015-07 do QiBuilder

Nesta versão, foi desenvolvido um importante recurso adicional sobre o QiSPDA, um módulo destinado ao projeto de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas, e criada a opção de geração do modelo 3D da tubulação de todo o projeto simultaneamente. Além disso, foram corrigidos diversos problemas reportados pelos usuários da versão 2015-04, priorizando a estabilidade, performance e a usabilidade do programa. Destacam-se também algumas melhorias em operações de lançamento.

Mais informações no Blog QiBuilder.

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