Novo módulo Regiões maciças em lajes – Parte 04

Escrito em 26/01/2016, por Juliano Demarche / 11 Comentários | Categoria: Novos Módulos | Tags: ,

Estará disponível para experimentação aos clientes Next a partir do Release 04 do Eberick Next o novo módulo Regiões maciças em lajes. Esse novo módulo já foi apresentado aqui nesse blog em três outros posts listados abaixo (clique nos links para visualizá-los):

Nesses posts foi apresentado o conceito do módulo e algumas das considerações que são efetuadas pelo Eberick com relação ao lançamento, análise, dimensionamento e detalhamento.

Agora serão apresentadas algumas situações comuns em projetos estruturais, onde a inserção de regiões maciças em lajes pode vir a ser uma solução viável para o problema. Pode-se destacar duas situações: continuidades de lajes nervuradas e beirais em projetos com lajes nervuradas unidirecionais.

Continuidade de lajes nervuradas

As continuidades de lajes nervuras, por possuírem menor área de concreto para resistir a momentos negativos, quando solicitadas por estes podem não apresentar segurança adequada ao dimensionamento.

Figura 01 - Erro continuidade de lajes nervuradas

Figura 01 – Erro continuidade de lajes nervuradas

Em situações assim uma solução é remover os materiais inertes junto a continuidade, formando uma região maciça nesse ponto. Essa região agora possui toda a seção em concreto e, consequentemente, torna-se mais resistente, passando assim a atender as verificações de segurança.

Figura 02 - Aumento da seção resistente da continuidade inserindo-se região maciça

Figura 02 – Aumento da seção resistente da continuidade inserindo-se região maciça

Beirais em projetos com lajes nervuradas unidirecionais

Em projetos onde são utilizadas lajes com vigotas pré moldadas unidirecionais, a existência de beirais pode ser uma fator complicador. Isso porque torna-se necessário definir um engastamento desse beiral na laje, onde muitas vezes a laje está com as vigotas paralelas a continuidade, caracterizando ali uma região de engastamento não válido.

Figura 03 - Beiral engastado em lajes nervuradas uniderecionais

Figura 03 – Beiral engastado em lajes nervuradas unidirecionais

Nessas situações pode-se inserir uma região maciça de forma a se obter o engastamento do beiral com a laje.

Figura 04 - Definição de uma região maciça permite-se considerar o engastamento da laje de beiral

Figura 04 – Definição de uma região maciça permite-se considerar o engastamento da laje de beiral

O uso de regiões maciças em lajes não se limita somente aos casos acima exemplificados, podendo vir a ser uma solução para inúmeras outras situações encontradas em projeto como aumentar a rigidez para se controlar as deformações excessivas e evitar a necessidade de armaduras de cisalhamento nas nervuras.


  1. TADEU disse:

    Boa tarde Moderador, melhoria muito bem vinda. Aproveitando essa questão, quando teremos condições de separar uma laje com barra? Essa situação é usual em patamares de escada desnivelados, entre outras.

    • Moderador Blog Eberick disse:

      Boa tarde Tadeu,
      A barra define um bordo livre e entre duas lajes (ou patamares), com a funcionalidade atual, não compatibilizaria esforços e deslocamentos.
      Essa situação de patamares desnivelados seria para simular um degrau no patamar ou uma escada em leque, por exemplo?
      Conforme a necessidade podemos buscar alternativas distintas para viabilizar um recurso ou melhoria.

    • IVAN disse:

      A reivindicação do Tadeu é muito boa e seria importante em vários casos, dentre os quais:

      1. divisão de dois patamares de escada em desnível, sem a necessidade de utilização de viga sem rigidez. (caso citado pelo Tadeu)

      2. qualquer encontro de lajes ou trechos de lajes, como é o exemplo de lajes-beiral (vide anexo) que se encontram num “canto”.

      No desenho em anexo o encontro das lajes-beiral maciças LMC-2 e LMC-5 se dá em um canto onde, a posteriori, precisamos calcular uma pequena laje quadrada e detalhá-la separadamente.
      Poder lançar esta laje, dividindo-as apenas por barras, seria bastante interessante, fazendo-se as devidas verificações de cálculo e detalhamento. Seria laje apoiando em laje, tendo como ponto em comum (borda com transferência de esforços) uma barra.

      Espero ter ficado claro.

      • ROGER disse:

        Ivan,

        A solicitação de detalhamento dessa laje no canto é importantíssima.

        Outro problema recorrente é quando temos um beiral que envolve todo um telhado, como um anel fechado.

        Eu gostaria de ver uma solução para esses problemas no Eberick.

      • IVAN disse:

        Roger, este meu exemplo é bem semelhante ao que você citou, de um beiral envolvendo todo um telhado. Nesta obra formava-se um “U”, pois a lateral esquerda da cobertura não tinha laje-beiral.

        Hoje no Eberick é necessário lançar uma “laje única”, mas o detalhamento não fica bom, precisando de muitas edições.

        Pra melhorar eu lanço as lajes separadamente e calculo e dimensiono os encontros (cantos) manualmente. Uma melhora nisso seria extremamente bem vinda.

        • ROGER disse:

          O problema é que, apesar de dimensionar, sempre dá armadura em excesso. Eu também adotei o sistema de dimensionar na mão depois.

  2. ROGER disse:

    Moderador,

    Um recurso imprescindível no Eberick é a possibilidade de concentrar as armaduras negativas apenas nas nervuras (podendo opcionalmente distribuir uma parcela na capa).

    Na região das nervuras não temos o problema da altura do concreto, então é desnecessário criar um maciço só para atender a esse requisito.

    Por favor, considerem essa solicitação, pois isso poderá trazer uma grande evolução ao programa, além de ficar no páreo com a concorrência.

    Se quiserem uma explicação mais específica, posso dar uma passada por aí para mostrar, me liguem: (48) 9135-0100.

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Novo artigo publicado: Critérios de dimensionamento dos aparelhos de apoio

Escrito em 14/09/2015

Foi publicado em nossa base de conhecimento um novo artigo sobre os critérios utilizados pelo Eberick no dimensionamento do aparelho de apoio.

Título: “Critérios de dimensionamento dos aparelhos de apoio”

Assunto: Nos projetos de estruturas pré-moldadas realizados no Eberick, para a transmissão de esforços entre viga/pilar são utilizados aparelhos de apoio simples de elastômero. Tais apoios promovem uma distribuição mais uniforme das tensões de contato nas ligações entre os elementos de concreto, além de permitir movimentos de translação e rotação entre as peças estruturais. Este artigo apresenta os critérios de dimensionamento dos aparelhos de apoio simples como almofadas de elastômero, descritos no tópico 7.2.1.6 e no Anexo A da NBR 9062:2006.

Para ler o artigo acesse: Critérios de dimensionamento dos aparelhos de apoio

Acesse também nossa base de conhecimento e confira outros artigos: www.altoqi.com.br/faq

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Novo artigo publicado: Como criar uma região de traspasse numa armadura?

Escrito em 09/09/2015

Foi publicado em nossa base de conhecimento um novo artigo sobre criação de regiões de traspasse numa armadura.

Título: “Como criar uma região de traspasse numa armadura?”,

Assunto: A emenda por traspasse tem por finalidade garantir a transferência de esforços de tração entre barras. É possível através do QiEditor de armaduras definir regiões de traspasse em qualquer posição desejada de um elemento (como uma viga por exemplo), o que pode ser feito através do comando “Dividir barra”.

Para ler o artigo acesse: Como criar uma região de traspasse numa armadura?

Acesse também nossa base de conhecimento e confira outros artigos: www.altoqi.com.br/faq

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Liberada a revisão 2015-08 do QiBuilder

Escrito em 31/08/2015

Liberada a revisão 2015-08 do QiBuilder

Nesta versão, foi incluído o primeiro Módulo à plataforma do QiBuilder, o Exportador IFC. Através dele, pode-se fazer a exportação do modelo geométrico da Edificação lançada para um arquivo em padrão IFC, permitindo sua importação em outros aplicativos alinhados à proposta BIM. No QiSPDA, foi incluída a opção de dimensionar o projeto de acordo com as prescrições da nova norma NBR 5419:2015. Além disso, foram corrigidos mais alguns problemas reportados pelos usuários das versões anteriores, priorizando a estabilidade e a usabilidade do programa, e iniciada uma nova rodada de investimento em melhorias de performance do programa.

Esta versão também marca o lançamento do QiBuilder Acadêmico, uma versão do QiBuilder destinada à livre distribuição para os estudantes de instituições de ensino conveniadas com a AltoQi.

Mais informações no Blog QiBuilder.

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Liberada a revisão 2015-07 do QiBuilder

Escrito em 22/07/2015

Liberada a revisão 2015-07 do QiBuilder

Nesta versão, foi desenvolvido um importante recurso adicional sobre o QiSPDA, um módulo destinado ao projeto de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas, e criada a opção de geração do modelo 3D da tubulação de todo o projeto simultaneamente. Além disso, foram corrigidos diversos problemas reportados pelos usuários da versão 2015-04, priorizando a estabilidade, performance e a usabilidade do programa. Destacam-se também algumas melhorias em operações de lançamento.

Mais informações no Blog QiBuilder.

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